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Beach Parko mundo das águas
Lagoa do CauípeLagoa do Cauípe fica no litoral oeste de Fortaleza
Luau do Frennesy IILuau do Frennesy II foi uma night power
O futebol cearense do final da década de quarenta, podia, naquela época, ser incluído entre os mais promissores do país e, ter lugar cativo entre os três primeiros do Norte-Nordeste.
Entre os principais times cearenses estavam os de Fortaleza e, entre esses, o Maguary, o Ferroviário, o Fortaleza e o Ceará. O principal estádio era o do “Prado”, no bairro Gentilândia. A área onde hoje nos grandes estádios é destinada ao Atletismo era, no Estádio do Prado, onde corriam os cavalos.
Com o crescimento de Fortaleza, o “Prado” – já sem o estádio – foi transferido para a aprazível área, naquela época, do Jockey Club, que posteriormente ficou conhecido com um grande bairro da capital cearense. O Jockey Club fica próximo ao antigo Campo de Aviação do Pici, muito utilizado na Segunda Grande Guerra.
Ainda naquela década, o Maguary foi extinto enquanto time de futebol, mas perdurou o clube social, transferido para o bairro Aldeota, onde disputava festas e associados com o Náutico Atlético Cearense.
Os três grandes clubes começaram a crescer. O Ferroviário, uma continuação administrativa da Rede Ferroviária, demonstrava mais organização. Isso gerava certa antipatia aos torcedores adversários, mais populares, que passaram a torcer pelo Ceará ou pelo Fortaleza.
O Ceará, mais popularizado, ostentava nas suas fileiras jogadores cerebrais como Mitotonio, Pipiu, Alencar, Antonino – dono de um impressionante chute, goleador emérito no estilo Quarentinha – e até o conhecidíssimo Dengoso (Manuel Conrado).
Entendimento comum, que as pessoas mais ligadas ao povão torcessem pelo Ceará. Entendimento comum, também, que esses torcedores procurassem “ajudar” o seu time, indicando esse ou aquele jogador que começava a despontar nos times amadores do seu bairro.
E foi dessa forma – indicado por torcedores – que Mário Braga Gadelha, posteriormente conhecido nacionalmente como Babá, foi indicado ao Ceará Sporting Club, onde permaneceu até fins de 1953.
Ao contrário de algumas citações, Babá nasceu no dia 24 de abril de 1934, em Caucaia, município cearense que atualmente faz parte da área metropolitana de Fortaleza.
Em 1954, Babá chegou ao Flamengo, do Rio de Janeiro, tornando-se atração à parte por conta do seu biotipo. Nunca se teve informação da forma da transação entre Ceará e Flamengo.
No rubro-negro da Gávea o mignon ponteiro permaneceu até 1960, jogando ao lado de ases como Dequinha, Jordan, Joel, Carlinhos, Gerson, Dida, Moacir, Jadir e ali formou o famoso ataque rubro-negro: Joel, Moacir, Henrique, Dida e Babá.
O maior e melhor time carioca das décadas de 50 e 60 era o Botafogo, sempre base da seleção brasileira. Foi assim em 1958 e, depois, em 1962. Santos, Botafogo e Vasco da Gama forneciam maior número de jogadores aos selecionados brasileiros.
Quando Zagalo foi contratado pelo Botafogo, depois de ter sido titular no Flamengo em substituição a William Kepler Santa Rosa (Esquerdinha), chegara a oportunidade de Babá assumir a titularidade. E isso aconteceu e o mignon ponteiro se transformou num verdadeiro ídolo dos torcedores do Flamengo. Era uma das principais atrações do clássico Flamengo x Vasco, pela luta desigual e – por isso – cômica contra Eli do Amparo, lateral vascaíno de quase dois metros de altura, contra apenas 1,54m de Babá.
Depois de atuar pelo Flamengo, Babá transferiu-se para o mexicano UNAN (Universidade Autônoma Nacional – Universidade de Guadalajara), onde ficou de 1960 até 1964. Em 1968 retornou ao Brasil para defender o Esporte Clube Bahia, de 1965 até 1967. Em 1968 encerrou a carreira como jogador profissional, defendendo as cores do Ceará Sporting Club.
No Flamengo, Babá atuou de 1954 até 1960. Realizou 295 partidas, com 174 vitórias; 49 empates e apenas 72 derrotas. Marcou 87 gols. Foi o inesquecível autor do gol flamenguista na final do Supercampeonato carioca de 1958, em que pese o título ter sido conquistado pelo Vasco da Gama.
Mário Braga Gadelha, o Babá, é funcionário aposentado da Petrobrás e reside atualmente na sua Caucaia. Tem quatro filhos e oito netos.
Babá tinha inspiração diferenciada para enfrentar o Vasco da Gama. Foi tricampeão carioca pelo Flamengo (53, 54 e 55), revezando com Esquerdinha diante daquela máquina chamada América, comandada pelo argentino Alarcon.

Fotografar e filmar ao mesmo tempo nunca foi tarefa fácil. Pelo menos devido ao fato de apenas termos dois braços Mas ainda bem que há gente engenhosa que vem em nosso socorro.
Estou a falar da Etsumi que lançou o E-6116 pequeno acessório que custa apenas €20 e que permite colocar uma pequena compacta em cima de uma reflex. Como? Ao adaptar-se na sapata para o flash externo, este mini-apoio enrosca-se depois na compacta e… já está! Assim podemos filmar com a compacta enquanto tiramos fotografias de alta-definição com a reflex. Eu não disse que era engenhoso?
Mais fotos já a seguir.
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